Tuesday, April 25, 2006

jeová

Segunda feira passada estava esperando o ônibus quando passa uma mulher por mim, vem, vai, não decide onde fica. Pensei que estivesse impaciente andando pra lá e pra cá até o ônibus chegar. Então, do nada, ela pára e vem conversar comigo... fala sobre o amor, que Jesus tinha amor e que é dele que carecemos hoje em dia. Deu um papelzinho e me fez prometer que leria e que não jogaria fora. Tudo bem, dito e feito.
Primeiro eu achei que ela pediria dinheiro em troca do papel (pra variar né), mas não. Depois pensei por que de tantos outros transeuntes ela foi escolher justo eu pra falar de Jesus. Será que cheiro tanto a ateísmo? Outra coisa que me chamou a atenção foi o título do papelzinho ser: "Quem é JESUS CRISTO?" e não quem FOI. Há muita coisa embutida nesse verbo no presente, não? E sim, era testemunha de jeová, eu nem conheço as diferenças que existem com o catolicismo.
Li no horóscopo que me aproximo de meu inferno astral. Que diabo será que é isso?! Ultimamente tô sem nenhuma paciência, sem saco e chata. Se isso é só se aproximar, imagina quando eu efetivamente chegar a ele...(fazendo sinal da cruz).

Sunday, April 23, 2006

o livro por vir

Hm, uma coisa irrita sim... é o consumismo chegar até a literatura. Pessoas que lêem clássicos de uma só vez e num curto espaço de tempo achando ser suficiente, e devoram mais e mais livros, sem realmente aproveitá-los o quanto deveriam. Depois vangloriam-se de tê-los lido citando e exaltando o nome de seus autores como se fossem semi-deuses e coisa do tipo, esquecendo que o que realmente vale é a obra, sua idéia, desvinculada da imagem de seu autor. Claro que a vida de vários autores ajuda muito na compreensão de seus textos, mas não é disso que o que digo se trata.
Bem como há muitos escritores na atualidade que não oferecem nada além de uma trama que te prende do começo ao fim, mas são tão ocas, tão vazias de conteúdo que não são capazes de inspirar alguma reflexão posterior, sendo meras distrações descartáveis que nos fazem lembrar o quanto nossas próprias vidas podem ser descartáveis e vazias também. O mais triste disso tudo é saber que estou aí no meio, incapaz de me dedicar mais do que um curto período de tempo à leitura. Além de ser poligâmica e quase nunca terminar um livro sem ter começado a ler outro e assim atrapalhado a leitura de ambos.

Saturday, April 08, 2006

separadas no nascimento

A atriz alemã Julia Jentsch (edukators e uma mulher contra hitler)
com a vocalista do pato fu, Fernanda Takai